Com a finalidade de zelar pelo direito dos estudantes quanto ao aprendizado da norma culta da língua portuguesa e prezar o uso da mesma nas escolas, o deputado distrital Robério Negreiros (PSD) apresentou à Câmara Legislativa o Projeto de Lei nº 1.557/2020, que proíbe a denominada “linguagem neutra” na grade curricular e no material didático de instituições de ensino públicas ou privadas, assim como em editais de concursos públicos.

Atualmente, existe nas redes sociais um movimento em relação à utilização da linguagem não binária, denominada “linguagem neutra”, a qual não possui gênero masculino ou feminino, e que propõe o uso do “E” como desinência nominal para as palavras que admitem flexão de gênero e, em alguns casos o “X”, como por exemplo: “bem-vindEs” ou “bem-vindXs , tornando algumas palavras impronunciáveis.

Para o deputado, o idioma de um País e suas características regionais fazem parte da identidade de uma nação. Agredir esse ponto essencial da construção de símbolos nacionais é desestruturar a sociedade e aprofundar ainda mais as diferenças que dividem o povo e que acentuam os abismos de oportunidades entre os mais abastados – e com acesso à educação; e aqueles que, por dependerem de um Estado ideologicamente aparelhado, acabam sendo excluídos dos acessos universais a uma educação de qualidade.

“Não discuto gênero, preconceitos ou posições políticas. Minha proposta visa apenas assegurar o direito cidadão dos estudantes de aprender nas escolas a norma culta, longe desses debates eleitoreiros e que pouco contribuem para o engrandecimento dos amparos sociais e a criminalização do mal fadado preconceito nacional”, ressaltou o distrital.

 

 

 

 

Entenda a proposta: