Projeto de Lei nº 803/2019, de autoria do deputado distrital Robério Negreiros (PSD), institui o uso do Colar de Girassol, por pessoas com deficiências ocultas, como instrumento auxiliar de orientação e identificação. A proposição, que está em tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal, tem como objetivo minimizar a angústia desses deficientes, que têm dificuldade de se manter por muito tempo em determinados locais, gerando tensão e nervosismo aos mesmos e seus familiares. A prática ainda não é comum no Brasil, mas muitas pessoas e instituições têm solicitado auxílio quanto ao uso do Colar de Girassol.

De acordo com o parlamentar, o intuito é conscientizar cada vez mais os servidores e funcionários de espaços públicos, como aeroportos, pontos turísticos, rodoviárias, órgãos, supermercados, etc., que a pessoa portadora do colar necessita de atenção especial, sem maiores explicações e justificativas, já que a deficiência se faz oculta, como: autismo, Transtorno de Déficit de Atenção (TDA), transtornos ligados à demência, Doença de Crohn, colite ulcerosa, bem como aqueles que sofrem de fobias extremas.

“Para as crianças que têm autismo, entrar em uma fila pode ser perturbador ou até impossível. Elas podem ter uma crise, pois se sentem sobrecarregadas. Portanto, o uso do colar lhes permitirá receber ajuda imediata”, ressaltou Robério.

Robério Negreiros ressaltou, ainda, que o movimento para conscientização de atenção especial para pessoas com deficiência não visível já existe há algum tempo.

“Alguns aeroportos, como o de Manchester, contam com salas sensoriais para pessoas com deficiências ocultas. Lá, elas podem se sentir seguras e encontrar um pouco de tranquilidade em meio ao tumulto provocado do lado de fora pela movimentação dos passageiros e funcionários das companhias aéreas”, lembrou o distrital.

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